sábado, 29 de novembro de 2014

Corrente que me leva tão longe, tão perto....
Neste rio me banho, mergulho de canto a canto.
Envolvida nos contos que ouvi
quase conto, me encanto, neste canto, desencanto...
quase morri...
a vida continua desencontrando...
enrolando...
sabe, nem tanto...
deixe-me...
vou vivendo como posso...tão perdida, tão embaraçada...sem nhemnhem nhem...sei de nada...qual a próxima viagem, devaneio, mancada, barca furada ou será que vem aí minha grande jogada?
eis-me aqui!!!
-Manu Aranha

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Que confusão me encontro...
Não sei de onde venho,
Não sei para onde vou...
Pra falar a verdade
não sei onde estou,
Muito menos quem sou...
Olho ao meu redor, que decepção!!!
Meus sonhos se perderam,
Perdi a razão.
Meu coração sangra uma dor inevitável...
Lagrimas lavam meu rosto...
Minha alma geme de tanto cansaço...
Os sentimentos se embaraçam...
Laços são desfeitos, apenas os nós se atam.
Tantas palavras me foram ditas
Infelizmente eram vazias.
Tanto amor inventado
Agora, cá estou novamente,
juntando meus cacos...
Tantos sonhos despedaçados
Por um maldito delito desgraçado.
Uma desculpa, uma razão para fugir...
Na verdade não conheces o verdadeiro amor...
Malditos humanos mentirosos
Malditos humanos que não sabem amar
Talvez isto não seja uma maldição...
Talvez seja melhor não saber amar
Não é fácil carregar essa dor do amor!
Não é fácil viver em dor...
E muitos agem como se essa dor fosse inexistente...
Ninguém se importa
Ninguém entende
E essa indiferença é insuportável
A dor do abandono é proporcional ao amor que senti
Pq oferece o não pode dar?
Pq me deu a mão se não podia segurar?
Tua frieza envolve minha alma
Lança-me ao chão
Num canto escuro
Como tua áurea
Acabou a esperança
Acabou a farsa
Não restará lembranças
Apenas mágoas
Pobre menina mulher
Abraça tua solidão
e vê se agora aprende a lição!

-ManuAranha

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Em algum momento
eu fui
já não existo
meus cacos se espalham pelo chão
Viver este caos
não é viver
Não posso mais prosseguir
não há mais forças em mim
Um sorriso, uma esperança
logo mais um grito de dor
Me falta ar
E estes pensamentos compulsivos
não me deixam em paz
O sangue que escorre
não estanca mais a dor
E os escapes se tornaram inúteis
Alguém tire isso de dentro de mim
Alguém consegue entender o que vegetar com isto?
Estou morrendo...
Estou a um passo da loucura...
Estou presa em mim...
Estou cansada de cair neste breu...
Sinto desapontá-los
Sinto não ter forças para reagir...
Sinto o mundo devastado dentro de mim...
Sinto existir...
Sinto...
E estou farta de sentir...

-ManuAranha

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Eu passeio pelos lindos jardins
Eu passeio por uma bela floresta
Eu ando sem cautela pelas pedras
Eu me banho no rio que carrega minhas mazelas
Eu corro sem direção
Eu me deparo com um leão
Eu danço com as borboletas
Eu me encanto com a natureza
Eu me deito na grama úmida 
Eu sinto o perfume da terra
Eu canto com os pássaros
Eu tiro os sapatos
Eu sinto um cansaço
Eu olho pro espaço
Eu brinco com a noite que cai
Eu não sinto medo
Eu sinto a presença de meu Pai
Eu procuro um aconchego
Eu vejo um unicórnio vermelho
Eu converso com a lua
Eu agora estou nua
Eu sinto a paz neste lugar
Eu só não queria acordar....

-ManuAranha

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Espelho quebrado
Sangue sem vida
Tudo que vejo
é uma imagem distorcida
Reflexo paralelo
Uma alma vazia
Não se encante com meu rosto
É tudo fantasia
Não há corte profundo
que alivie esta dor
Não há escape significante
Que distraia meu temor
Um retrato
Um sorriso
Uma faceta de ator
Não há nada que eu diga
Que explique esta dor...


-ManuAranha

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Há esperança?
Há cura?
Será que conhecerei o verdadeiro amor sem enlouquecer?
Será que poderei me entregar de corpo e alma sem cometer suicídio?
Eu quero, mas não posso....
Eu preciso disso...
Preciso viver isto...
Dói.
Estou sufocada por este aperto que não me deixa existir...
Vazia me sinto, sozinha me faço..
Logo serei o beijo esquecido
A ausência do abraço...
Estou perdida em mim
Delirando uma realidade incondizente,
Enlouquecidamente...
Vivo o futuro sem me importar com o presente
Não enxergo além do que traço na mente...
Importuna obsessão
Inferno carente!
Vivo o medo
acredito na gente...
Salva-me amor da minha vida
Leve-me daqui
Mostre-me que pode ser diferente...

-ManuAranha

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Viver sem vida
Amar em demasia
Chorar até soluçar
Sorrir sentindo dor
Brincar pra disfarçar
Cantar pra não gritar
Sonhar sem sair do lugar
Cansada até de respirar
Assim são meus dias
Uma tristeza infinita...
Sou o vazio que me consome
Um nada
Um tudo
Vivo com medo
Não consigo sair do escuro
Uma parasita
Uma alma rejeitada
Aprisionada
Desesperada
Lutando por duas vidas
Na suplica diária por forças
para não abandonar essa dura jornada....

-ManuAranha